Autoridade e liderança

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A primeira coisa a pensar quando queremos entender a autoridade e a liderança é elucidar os conceitos que as palavras envolvem, entender seus significados e as diferenças entre elas. Autoridade, por exemplo, é sempre confundida com ser autoritário, entretanto são duas situações diferentes. Autoridade tem tudo a ver com liderança, enquanto o ser autoritário tem íntima relação com o poder. Mas são diferenças tão próximas, que muitas vezes, exigem – por questões didáticas – uma classificação por estilos. Nas relações humanas não existem regras definidas, estratificadas, duras. Quando existem, não precisa ser especialista para entender que em algum momento haverá uma ruptura, uma crise, e vai esbarrar em questões éticas.

O ser humano adquire autoridade por deter conhecimento ou um cargo específico que lhe confere responsabilidade e prestígio – muito mais que poder – em áreas  executiva, legislativa, judiciária, religiosa ou acadêmica, embora as pessoas a associem mais ao poder de Estado. E é daqui que aparecem as interpretações erradas sobre o conceito. A autoridade, de alguma forma, é uma espécie de poder, já que exige a obediência de outra pessoa. Sem obediência, a autoridade não faz nenhum sentido e nem surte os efeitos desejados. É algo para exercer, e não um título para usar e ostentar. Então, o que faz com que outros obedeçam?  A liderança. O comando moderado, exercido com respeito, permite que outros  tenham voz e possam crescer. A relação estabelecida entre líder e liderados é construída por ambos, em comum acordo, conduzindo liderados a aceitar e entender as regras como posturas a serem tomadas e com possibilidades de mudanças. No momento em que esta liderança passa a desconsiderar opinião, ou a pessoa do outro, é autoritarismo.


A autoridade é admirada, respeitada, amada. Ao autoritário a obediência se faz pelo medo e ameaças de punições. A autoridade é algo que se constrói a partir da posição de mando, pela maneira de ser e de agir. Não precisa provar nada. É reconhecida. Sabe ouvir. Possui sabedoria e conhecimento capaz de criar e estabelecer regras, porque sabe também entender e avaliar as exceções. Tem visão de futuro. Está atenta às novas tendências, valores, hábitos e costumes. Tem mente aberta, atualizada e inovadora, mas acima de tudo, tem compromisso firmado com a ética. Estas são qualidades de líder e que não são encontradas em pessoas autoritárias.

Historicamente o autoritarismo é facilmente associado em um contexto, cujo funcionamento dependa de disciplina, ou seja, todos, família, escola, religião, política. Mas não basta exigir obediência para ser autoritarismo. É preciso bloquear o diálogo. O autoritário é uma autoridade que não permite ser questionada. E nesta perspectiva, o outro se cala por temer as punições, que vão dos prejuízos pessoais ao constrangimento público. É uma relação que gera indivíduos submissos e conformistas, na melhor versão, ou um novo autoritário, na pior hipótese. É um círculo vicioso: sem estímulo para descobrir seus próprios e verdadeiros valores, sem autoconhecimento, a expressão individual se transforma em arrogância, com todos os conflitos agressivos e ambiciosos.  Mas o que permite que o indivíduo se conheça é a liberdade de se investigar sem preconceitos, a não submissão e o não conformismo.

Retomando então o que dissemos anteriormente, a autoridade se firma com a liderança. O ser autoritário acaba por criar regimes políticos (ou são criados por ele), caracterizados pelo abuso de poder, e que pode se manifestar na vida familiar e até nacional, desde que exista a dominação de uma pessoa sobre outra por meio de qualquer tipo de poder – financeiro, paternal, eclesiástico, político, acadêmico – ou pelo terror e coação. Só para não deixar muito aberto, no mundo político, o autoritarismo descreve uma forma de governo ou sistema político que se caracteriza pela ênfase que se dá o poder de Estado.

Portanto, autoridade e liderança estão intrinsecamente ligadas e entendemos a liderança como a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva comportamentos e mentalidades. E neste ponto a questão da ética é fundamental. O líder aglutina, motiva, identifica habilidades. Alguns autores falam de liderança autocrática, queremos entender isso como uma pessoa que tem habilidades de líder, mas ainda não se aperfeiçoou o suficiente para confiar em si mesmo e nos outros. Assim sendo, defendemos a ideia de que a liderança é um comportamento que pode ser educado, exercitado e aperfeiçoado.

 

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