A prática diária da responsabilidade

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A responsabilidade que o ser humano desempenha suas funções está intimamente ligada à forma como ele se comporta diante da vida. Nada do que faz é deixado solto no Universo, o resultado se reflete em todas as áreas de nossa existência. Pequenas ou grandes, todas as ações são encadeadas,  e em uma lógica que, se nem sempre podemos compreender, obedecem às leis universais. Enquanto imaginarmos um Cósmico com forma humana não conseguiremos extrapolar os limites daquilo que já conhecemos. Integrar-se e diluir-se no amor universal exige disciplina, e esta começa no cotidiano, no compromisso assumido para a realização de pequenas coisas, sem esperar cobrança. E assim como é embaixo, é em cima, ensinou Trismegistos. Quando procrastinamos nossas obrigações, criamos condições não visíveis que buscarão o equilíbrio, a harmonia, a justiça, a perfeição.  As escolhas feitas determinam os resultados. Quem escolhe ser correto, se cometer uma simples infração de trânsito poderá, por exemplo, ser flagrado e multado, mesmo que naquele local nunca se tenha visto um guarda.  Isso não significa que a Natureza está de olho naquilo que fazemos, ela apenas se mobiliza pela perfeição. O que é justo, não é bom, nem mau.

 

O processo começa dentro de cada um, que se inclui ou se exclui ao propósito da perfeição.  O indivíduo tem o poder de escolha e precisa saber que será o único responsável por seus atos, que seus principais inimigos serão seus vícios, e não as pessoas que lhes fazem obstáculos. Escolhas que, se motivadas por desejo de poder, vaidade, oportunismo, também produzirão seus frutos. Antes, é necessário rever antigas posturas e ter coragem e perseverança para extirpá-las, quando necessário, ou adequá-las a uma nova perspectiva. Ao longo da vida acumulamos teorias, mas a vida não oferece uma bula ensinando como viver. A percepção de cada um pode ser diferente a respeito de uma mesma situação, porque o que se acumula, o que integra o conteúdo interno, formou-se de forma diferente, passando por peculiaridades individuais. Percebe diferente, reage diferente. Não há padrão para o comportamento humano, a não ser pelo princípio que o motiva. Não apenas a percepção que é particular, o tempo necessário para despertar virtudes adormecidas na consciência também é relativo e individual. Virtude não aprende em escolas, é despertada pela compreensão do simbolismo e dos ensinamentos transcendentes das liturgias místicas.

Todos os dias, temos motivos de sobra para nos desiludirmos, com o mundo e com as pessoas, mas o instinto de sobrevivência nos mantém vivos, então, temos que aprender a conviver com as diferenças, com as contradições, com a luz e com a sombra. Uma vez despertos em nossa consciência não conseguimos mais ser apenas um ingrediente da massa acéfala e inconsequente. Entendemos nossas responsabilidades com o mundo e com os homens e não se trata apenas de distribuir palavras, mas de se tornar uma referência. Ter posturas condizentes à nossa maneira de ser e de pensar, ainda que possamos errar algumas vezes. Abandonar preconceitos, por exemplo, não é uma atitude fácil. Eles ficam arraigados e escondidos, prontos para nos pegarem de surpresa a qualquer brecha da distração. Ficar atento é um exercício de autoconhecimento. É no serviço, no entanto, que ampliamos a prática da virtude. O ato de servir, partilhar, compreender, ajudar gera sempre expectativas a quem dá e a quem recebe, mas a virtude está em nada esperar, nem reconhecimento, nem troca.  Mas é bom lembrar que para prestar serviços à humanidade não é necessário ser perfeito. Não nascemos naturalmente justos e perfeitos, essa é uma meta do vir a ser. Basta então estarmos cientes de que vivemos um processo, precisamos vencer etapas, galgar degraus, estudar, meditar, orar, perdoar, respirar, servir.

 

Não há ambiente mais adequado para lapidarmos o espírito que a nossa convivência em família.  Viver em família, além de embutir o conceito de fazer parte, proporciona situações que exigirão respeito, imparcialidade, compreensão, amor, e cujas lições e aprendizado poderão ser aplicados quando a mesma situação se reproduz fora de casa. Nós nos moldamos com aquilo que vivenciamos. O exercício diário reafirma a necessidade de começar pela disciplina, pela contenção de nossos impulsos, pelo exemplo que transmitimos. São os princípios e valores passados pelos pais que nortearão as escolhas dos filhos. Quem se desperta em família para a consciência dos princípios, com certeza contribuirá para o equilíbrio, paz e harmonia de toda sociedade.

 

 

 

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