Pelo direito de expressão

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Assuntos fervilhando na cabeça não facilitam para eu escrever.  Antes, significa que preciso deixar baixar a fervura, não deixar que o vapor embace a visão.  Diante do novo, do inédito, do inesperado, das surpresas, é preciso uma pausa destinada ao amadurecimento das ideias. Algumas coisas não são novas, apenas estão revestidas com outra roupagem e sempre a investigação humana servirá de ferramenta para compreender as  situações.  A existência seria relativamente fácil se vivêssemos em mundo  apenas nosso, impenetrável por estranhos, com pessoas e situações escolhidas somente por nós. Mas a realidade é bem diferente. Constantemente somos colocados em confronto com nossas crenças, princípios, valores, mas também com nossos medos, radicalismos, fundamentalismos.

 

Quando buscamos nos conhecer ficamos mais seguros de nossas convicções. Pensamos, investigamos, farejamos, concluímos. E  nossa verdade passa a ser inquestionável. Tornamo-nos radicais, inflexíveis e os raros momentos que mostramos tolerância não escondem o ar de satisfação pela nossa superioridade. Não há dúvida que o caminho a seguir passa sempre pela nossa experiência e compreensão, mas será que, quando concluímos, chegamos à verdade? Deixar a mente aberta para avaliar outros pensamentos é a atitude mais sensata que toda pessoa de bem e com sincero desejo de evolução deveria adotar. E não há vergonha alguma em voltar atrás, reconhecer que foi parcial, ou ampliar o raio de visão. Cada ser humano é complexo em si mesmo, não cabendo a outro qualquer julgamento.  Menosprezo e desrespeito à opinião alheia, que seja diferente da nossa, é um dos ingredientes que fazem a guerra.  Por outro lado, colaboramos com a paz, “se concedo ao meu semelhante o direito pleno de se expressar, de acordo com  seu próprio entendimento das verdades da vida. Se reconheço que os meus direitos cessam quando se iniciam os direitos de outros, e aceito isso como um mínimo indispensável de disciplina” (Oração da Paz, Ralph Lewis).

No entanto, há uma lei cósmica – portanto,  não controlada por nós – que afirma que semelhante atrai semelhante. O que seriam semelhantes? Pessoas que tem a mesma forma? A mesma etnia? O mesmo padrão social? Partilham o mesmo credo?  Quantos de nós morreríamos por nossas crenças? Ou basta que sejam pessoas? Somos todos deuses? Há uma passagem bíblica que diz que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Como seria essa imagem e o que nos torna semelhantes a ele?  Enganam-se aqueles que pensam que tenho as respostas. Estou no mesmo barco em que está toda humanidade. Posso ser um pouco diferente porque procuro constantemente saber o que passa pelas minhas entranhas, mas se realmente eu soubesse, talvez tivesse terminado minha passagem por aqui. Se há algo que acredito é que estamos aqui para aprender. Eu aprendo com você e você aprende comigo. Não vamos concordar sempre, porque a concordância não nos faz crescer, não amplia nosso campo de visão e de ação. Mas para que sejamos semelhantes, teremos que ter algum ponto em comum, mesmo que seja a condição humana.  E como humanos podemos pensar, nos agrupar pela similaridade de pensamento e até criar campos energéticos poderosos.  Podemos nos unir pela paz ou pela guerra, pela sabedoria ou pela ignorância, pela alegria ou pela dor. Compreendendo que as Leis Divinas são diferentes das criadas pelo homem,  teremos também  entendido que nenhum direito divino especial é concedido a alguém unicamente por seu berço, e podemos nos reconhecer –  a mim e a meu semelhante –  como partes integrantes do universo. Cabe, a cada um, buscar o lugar onde melhor possa servir.

 

Na realidade não existem regras que garantam a boa convivência entre os homens porque, para que tenham efeito, precisam estar acompanhados da ampliação da consciência. A concepção de liberdade passa por um processo de educação em que educar significa formar homens conscientes de sua realidade, autônomos, atuantes e não apenas cheios de ciência. A compreensão profunda da arte de educar não desconhece que o homem é um ser em crescimento. A obrigação de todos que desenvolvem a consciência é adaptar-se ao mundo com dignidade e firme disposição de construir um mundo mais harmonioso e feliz.

 

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