Extremos não são bons conselheiros

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Fazer, mesmo que não seja o certo, é mais produtivo que nada fazer. Os acertos nos levam a outras etapas e dão a possibilidade de descobrir  e encontrar outros desafios, de tal forma,  que nunca paramos na espiral do crescimento. No entanto, errar não é o fim do mundo. Primeiro porque ninguém volta na espiral evolutiva, e segundo, porque aprendemos muito com os erros, que também nos levam ao crescimento. Assim, desde que a consciência esteja desperta, todas nossas ações são construtivas. O impasse pode surgir quando não sabemos o que queremos ao agir, ou porque queremos determinada ação. Impulsividade e passividade são extremos –  agimos sem pensar ou deixamos que a dúvida nos mantenha em  estado de inércia –, e os extremos não são bons conselheiros. Agir por impulso, sem permitir o amadurecimento das ideias, pode levar a  alguns equívocos e constrangimentos, mas não tem como negar que houve uma ação, um movimento de vida, de luta, de atividade. Enquanto o nada fazer, nada querer, é um campo fértil para o medo, para a inatividade, para a morte.

A analogia da balança é perfeita para ilustrar este pensamento. Manter o equilíbrio vai propiciar maior visibilidade à ação, vai permitir avaliar os dois lados da questão e partir para a ação justa, coerente, sensata. Claro fica que nem sempre o ser humano agirá de forma ponderada e  perfeita. Muitas vezes a situação exigirá tomada de decisão apressada, aumentando o risco de equívocos. Nesse caso, nada fazer não deixará dúvida,  induzirá, infalivelmente, ao erro. Resta então correr o risco com a ação. Mas não tomamos decisões completamente às escuras. Sempre teremos a nosso favor as experiências passadas, que carregam consigo uma gama de informações acessíveis. Teremos também a proteção intuitiva – desde que estejamos bem intencionados – e todos os princípios assimilados para nortearem nossas decisões e atitudes. As pequenas ações realizadas no dia a dia criam um ambiente de organização e podemos fazer esses exercícios diários de forma a instalar a metodologia mental em nosso comportamento. Somos constantemente colocados diante de escolhas, mas a maioria delas acontece em condições favoráveis para a reflexão e análise. Poucas vezes nos depararemos, no decorrer de nossa existência, com situações extremas. Mas quando isso acontecer, teremos um arquivo à nossa disposição. Os acertos e erros cometidos anteriormente oferecem não apenas as lições, mas a caixa das ferramentas que serão utilizadas na prática. Os princípios que trazemos, os valores que cultivamos, estarão todos na caixa.

Existe uma ordem natural, independente de nós ou de nossos julgamentos, que define um lugar no mundo para cada coisa. Precisamos entender essa ordem e deixar que ela faça parte de nós e se exteriorize nas atividades. Uma decisão ou ação realizada a tempo, de forma segura, requer equilíbrio, reflexão, maturidade de pensamento. Não pode ser decidida a toque de caixa e nem adiada. Do nascimento de uma ideia à concretização dela, temos que lidar com a lentidão e tenacidade do mundo material, que exige ainda um sério propósito, perseverança, clareza mental e confiança. Do outro lado, temos que lutar com nossos próprios impulsos contraditórios, as dúvidas, o desespero, a falta de conhecimento e de confiança.

 

Passamos a vida lidando com a dualidade e buscando o caminho do equilíbrio – a média entre as extremidades para não tender entre o excesso e a falta.  Os riscos são naturalmente assumidos quando as ações são dirigidas pelo sentimento de retidão. A escolha é movida pelo desejo do bem comum, do correto, do despojamento de se colocar a serviço da humanidade.  Aprendemos pela experimentação pessoal e nos momentos limites, quando a vida exige uma escolha, percebemos a responsabilidade e compreendemos como as escolhas podem comprometer nossa vida inteira. O ser humano normal é dotado de um turbilhão de sentimentos que podem ser transformados em virtudes se tratados com disciplina. Este é o objetivo final.

 

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