Kléber Adorno

Grão Mestre Geral

 

 

Kleber Adorno



E-mail Imprimir

SGMG Ir. Kleber Adorno

A Glória do Ocidente do Brasil caminhou nessas quase seis décadas de sua existência por via dual. Trafegou para dentro de si mesma, por um lado, na busca incessante de uma identidade perdida pelas organizações maçônicas brasileiras, buscando encontrar usos, costumes, valores e ética, esmaecidos pela falta de prática. Para tanto, promoveu e promove cursos, seminários, simpósios, presenciais e à distância, como forma de desenvolvimento de cultura humanística universal, conectada com a contemporaneidade. Nas mesmas atividades trabalhou saberes com o objetivo de fortalecer raízes sólidas constituídas pela luta e pela experiência humana, no afã de consolidar a tradição e perpetuar a ação de todos aqueles seres humanos e iluminados que construíram a maçonaria universal ao longo dos séculos.

Por outro lado, na mesma via dual, caminhou para fora de si mesma, expandindo suas fronteiras e se estendeu por territórios diversos nesse país continental que é o Brasil. Fez isso, e faz, entretanto, com discrição. A Glória do Ocidente, fiel aos conceitos de sua fundação, resistiu às tentações da autopromoção, do autoelogio, da luminosidade falsa, e persistiu, consciente das adversidades, com serenidade e, muitas vezes, resignação e humildade, na trilha serena e firme daqueles que sabem de onde vêm, onde estão e para onde vão.

Crescemos internamente e externamente de forma sólida. Isso só foi e é possível graças ao contínuo trabalho que desenvolvemos individual e coletivamente em nossa organização. Sustentamos a eficácia do princípio da solidariedade universal e somos conscientes que quando um melhora, todos nós nos aperfeiçoamos e, em razão disso, nos regozijamos na incessante busca do autoconhecimento e do aprimoramento pessoal. Aquele que não se fortalece nesse objetivo dura pouco entre nós. Por isso não somos líquidos, somos sólidos.

A estrutura legal da Glória do Ocidente emanada do movimento social que a constituiu dá a todos nós a segurança jurídica necessária para a regulação de uma organização que se sustenta em princípios fraternais. Os nossos manuais, rituais e outros documentos congêneres – sobre os quais temos a soberania – impedem as inúteis discussões divisionistas, tão presentes em outras organizações maçônicas. O nosso plano pedagógico e o plano de ensino em todos os graus, características fundamentais da Glória do Ocidente do Brasil desde a sua fundação, uniformiza nosso aprendizado sem retirar a necessária criatividade de nossos mestres, e impede a difusão de visões maniqueístas, de superstição, de preconceito e de ignorância.

 

A Glória do Ocidente ficou forte, muito forte, porque cada um de seus membros se fortaleceu. A raiz dela está fincada definitivamente em cada ser humano luminoso que a compõe. Por isso ela resistiu, resiste e resistirá, contra as forças obscurantistas que sempre tentaram se apropriar de nosso patrimônio humano, intelectual e material. Somos conscientes de que quanto maior é a Luz, maior é a sombra. Fiat Lux!

 
E-mail Imprimir

A Maçonaria Glória do Ocidente do Brasil foi fundada pelo irmão Manoel Queiróz Gomes no final dos anos cinquenta do século XX. Em 13 de novembro de 1961, por meio da aprovação de uma Assembleia Constituinte, a Glória do Ocidente do Brasil transformou-se numa Obediência federada com jurisdição em todo território brasileiro.

Originariamente formada por sete lojas- segundo as regras vigentes à época, em Manaus, Amazonas- integradas por maçons regulares oriundos das organizações maçônicas brasileiras existentes, O Grande Oriente Nacional Glória do Ocidente espalhou-se rapidamente pelo Brasil, e hoje possui unidades maçônicas na maioria dos estados brasileiros.

Discreta e rígida, a Glória do Ocidente do Brasil dedica-se com esmero ao estudo, pesquisa e prática dos rituais e da doutrina maçônica, perseguindo, com determinação os valores que emergiram das tradições, sem, entretanto, abrir mão das novas ferramentas e das novas linguagens para atingir os objetivos da ética iniciática.

Nascida no meio da mata amazônica, a Glória do Ocidente do Brasil, teve desde o seu início- além do propósito de resgatar os valores e virtudes da tradição maçônica universal, perdidos no meio de uma visão patrimonialista, de tráfico de influência e de poder profano – também a finalidade de democratizar o acesso aos quadros da maçonaria universal, permitindo a iniciação em seus quadros de pessoas de bem, oriundas de todas as classes sociais, políticas e religiosas, que as vezes eram ou são excluídas dessa possibilidade por poderosas forças obscurantistas sustentadas pelo preconceito e pela discriminação.

Presente nas diversas regiões brasileiras a Glória do Ocidente do Brasil é reconhecida pela sua disciplina, pela aplicação e unidade de suas lojas, e, pela fraternidade, alegria e união de seus membros.

As lojas da Glória do Ocidente do Brasil funcionam na maioria dos locais em prédios próprios, adequados, alguns inclusive luxuosos, construídos ao longo de mais de cinquenta anos através do esforço, abnegação e suor de seus membros espalhados pelo país. Isso não impede, entretanto, que ela também realize a sua missão de aperfeiçoamento em locais mais modestos quando isso se faz necessário para cumprir o seu desiderato.

Devidamente registrada, segundo as leis civis do Brasil, a Glória do Ocidente possui diversos reconhecimentos de utilidade pública e realiza discretamente, como é de sua concepção, vários trabalhos de filantropia e beneficência onde possui jurisdição.

O seu governo é exercido por um Grão-Mestre Geral, devidamente eleito, auxiliado pelo Grão-Mestre Geral Adjunto, e por irmãos que integram os diversos cargos e funções do Poder Central, além dos dirigentes estaduais e das lojas. Conta ainda na sua estrutura com uma Assembleia Federal Legislativa e com o Superior Tribunal de Justiça Maçônico.

Possui um plano pedagógico próprio, de onde emerge um sistema de ensino fundamentado teoricamente nos conteúdos universais da maçonaria e que é aplicado segundo as regras, a experiência, os usos e costumes da Glória do Ocidente do Brasil.

Trabalha os três graus simbólicos no Rito York do Brasil, fundado no rito Emulação, sob a custódia da Suprema Congregação do Rito, que mantém também sob sua guarda o ritual e o funcionamento do Santo Real Arco.

Já nos graus filosóficos o seu trabalho é realizado no Rito Escocês Antigo e Aceito, sob os auspícios do Supremo Conselho de Soberanos Grandes Inspetores do Grau 33 e Último do Rito Escocês Antigo e Aceito MQG (  Manoel Queiróz Gomes ), instituído em 1995 na Amazônia Ocidental e integrado pelos membros da Glória do Ocidente do Brasil.

A sua composição é masculina, todavia, são desenvolvidas várias atividades onde a integração familiar é um imperativo.

A juventude- filhos e filhas de maçons e seus convidados- tem espaço próprio nos prédios da Obediência, onde em cinco graus, conforme a idade de cada um deles – 6 a 21 anos – são operados os rituais da Juventude Glória dos Inconfidentes, especialmente escritos para eles, onde se reforçam os conceitos de liberdade, de justiça, de paz, da crença em Deus, do   respeito a diversidade, aos pais, aos mais velhos, ao meio ambiente, às leis, ao próximo e aos valores da cidadania.

A Glória do Ocidente do Brasil, além dos rituais possui como seu patrimônio intelectual, válidos e uniformes no âmbito da federação maçônica, um Manual de Procedimentos Intra e Extra Loja, Um Manual de Diversos Procedimentos Litúrgicos, e um Manual de Normas Operacionais, que compõem o Regulamento Geral, e permitem o desenvolvimento das suas atividades com segurança doutrinária, litúrgica, ritualística e jurídica pelos seus obreiros.

Além disso possui diversos instrumentos de planejamento de ação, como o Calendário Institucional Anual, onde são previstas as suas diversas atividades obrigatórias e facultativas, de forma a facilitar o planejamento, acompanhamento e avaliação das ações que são desenvolvidas pelos dirigentes locais, regionais e nacionais da Glória do Ocidente do Brasil.

Embora o Brasil tenha uma dimensão continental a Glória do Ocidente tem a consciência de que ela é mais do que uma mera abstração: ela é a soma dos seus membros e de suas famílias. Ela é o resultado do suor, dos sonhos, das esperanças, das decepções, dos desencantos, das venturas e desventuras de todos aqueles que foram responsáveis pela sua fundação e dos que a construíram e a constroem. Ela é uma edificação humana - inspirada e inspiradora -  processual, em desenvolvimento.

Fiel às suas origens e a sua história a Glória do Ocidente do Brasil mantém permanente diálogo consigo mesma, e realiza há décadas, obrigatoriamente, com periodicidade anual, encontros nacionais nas regiões Centro-Oeste, Norte-Nordeste e Sul-Sudeste, a cada trimestre, e um geral no final do ano, de confraternização e de divulgação das atividades planejadas para o ano seguinte. Daí decorre a força da identidade de uma organização maçônica séria como a Glória do Ocidente que tem a convicção de que o patrimônio mais valioso que ela possui são os seus membros.

O Grande Oriente Nacional Glória do Ocidente do Brasil mantém vários tratados de amizade com diversas organizações maçônicas de vários continentes e é filiada ao Clipsas – Centro de Ligação e Informação das Potencias Maçônicas Signatárias do Tratado de Strasburgo.

 
E-mail Imprimir

Talvez a trajetória da Glória do Ocidente possa ser equivalente à história de cada um de nós. É uma caminhada de luta. Luta feita de luz. Assim como é a vida de cada um dos nossos membros: resultado de esforço, abnegação, renúncias e conquistas. A vida da nossa Obediência, a Glória do Ocidente, também.

Hoje, como seres humanos, livres, adultos, integrantes de uma família universal, podemos comemorar, muitas vezes, a vitória pessoal que obtivemos sobre nós mesmos, vencendo as nossas paixões e submetendo as nossas vontades. Com isso nos tornamos melhores e vamos, à cada dia, quando queremos, e queremos sempre, conquistando as faculdades que devem possuir os mestres da vida nos quais haveremos de nos transformar.

A história da Glória do Ocidente, como já disse é, tijolo por tijolo, a história dos seus integrantes, dos seus iniciados. Sem eles, ela não teria finalidade e sem ela, o   caminho deles talvez fosse mais turvo.

Ela, a Glória do Ocidente, árvore frondosa que nos sombreia, protege e dá luz, tem raízes fortes e profundas, instaladas no senso de responsabilidade e compromisso, no coração, na mente e alma de homens que desde sempre não sucumbiram às facilidades e pompas alardeadas por profanos de avental.

A história da Glória do Ocidente é a história dos seus fundadores que nos transmitiram como herança um conjunto de valores e uma ética que resistiu à perseguição, à apropriação de patrimônio material, à difamação e injúria, ao despreparo e a enganação.

A história da Glória do Ocidente é a história do irmão Manoel Queiroz Gomes, injustiçado, porém resistente, disciplinado, incorruptível e inquebrantável.

A história da Glória do Ocidente é a história da alma humana limpa, esperançosa, disciplinada e luminosa.

A história da Glória do Ocidente é o trajeto virtuoso trilhado por seres humanos que idealizaram e idealizam um mundo melhor, sem propósitos egoístas.

A História da Glória do Ocidente é a história de uma organização e de uma instituição que sabe que o ser humano não faliu.


É isso que celebramos!

Kleber Branquinho Adorno

Grão-Mestre Geral

 
E-mail Imprimir

Não sejas maçom

Se teu orgulho for tão forte,

Que te deixes insensível

Àqueles que, porventura,

Por menor sorte que a tua

Se encontram vendados pelos erros,

Enganos e atropelos

 

Não sejas maçom

Se a vaidade servir-te de norte

Tua caminhada será dura,

Pois às cegas,

Muito menos que a lua

Refletirás luz,

Nem dela te nutrirás.

Pois, o sábio ou o sol,

Tu assim de trevas enfeitado,

Em ti jamais nascerá.

 

Não sejas maçom

Se a ambição invadir-te o peito

E transformar-te em mera aventura

Vestida de despeito,

Que alimenta a estrutura

Dos que se enchem da ilusão de ser,

De todas, a melhor criatura

 

Não sejas maçom!

Não se componha de luz!

Sejas intolerante, desobediente,

O poder sobre os outros, aspires!

Não respeites as diferenças.

Cultives o preconceito.

 

Não sejas maçom!

Imponhas tua verdade.

Sejas fundamentalista.

Não respeites o modo de vida alheio,

Nem sua visão e seu jeito.

 

Não sejas maçom!

Multipliques as infâmias,

Apedrejes, esculhambes, acuses,

Apontes o dedo.

Afinal, tu não possuis nenhum defeito!

Tua língua não está à míngua

De qualquer tipo de despeito.

 

Não sejas maçom!

Imponhas tua verdade,

Pois só tu és capaz de discernir.

Só tu és indispensável.

Tu és único!

Deus, o GADU, não soube te reproduzir!

 

Não sejas maçom

Se o virtuoso e lindo

Não te seduz.

Se não te julgas da vida aprendiz,

Desistas!

Não te tornes maçom,

Pesada será tua cruz.

 

Se já tiveres iniciado

E tais coisas te forem estranhas,

Arranca rápido teu avental,

Renuncies a esta senda!

Nela não serás feliz.

Permaneces de venda e fora de tom

É outra tua melodia.

Continuas desnorteado,

Diferente é tua via.

És apenas reflexo, não és maçom.

 

 
E-mail Imprimir

A administração do mundo objetivo e os constantes embates com o tempo conseguem, às vezes, desviar a merecida atenção do pensamento e da análise das questões cotidianas. O mundo está aí produzindo notícias que, na maioria das vezes, são reproduzidas como movimento inconsciente coletivo, com total anulação da consciência individual diante de um movimento de massa. Enquanto isso, a verdade dos fatos é deixada para trás. Manipulada coletivamente pelos meios de comunicação a sociedade segrega, rotula, mantém e alimenta todo tipo de preconceito, chegando a ponto de destruir a dignidade de uma pessoa e até mesmo a vida. Assistimos diariamente – e passamos a achar normal –, linchamentos, explosão de bandidagem travestida de manifestação, destruição de patrimônios particulares e públicos, desmoralização de toda instituição que constrói o sentimento de humanidade, difamação e calúnia absorvidas sem qualquer senso crítico.  E erra feio quem acha que assistir apenas não o torna responsável, nada nos exime do dever de fazer contraponto ao sistema. Comunicação, cultura e política andam juntas e em seus terrenos são definidas as bases de comportamento coletivo – que pode caminhar para a civilização ou retroceder para a barbárie, perdido de valores éticos e sociais.

Uma passagem rápida na história da humanidade pode-se perceber a ação daninha da barbárie. Quantos foram julgados, apedrejados, linchados, queimados, enforcados, guilhotinados, crucificados, até que a história os transformasse em heróis? Quando se opta por ser diferente da maioria, o ser humano corre sérios riscos de sofrer tortura moral e física. Grandes pensadores, filósofos, cientistas, políticos, religiosos, experimentaram em maior ou menor grau a ação do inconsciente coletivo. Cristo morreu na cruz, sofreu todo tipo de humilhação física e moral, para só depois de ressuscitar ter seu reconhecimento. E como ele, Giordano Bruno, teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano foi condenado à morte na fogueira pela Inquisição romana por heresia. Joana D’Arc, mesmo sendo heroína na França, capturada por ingleses, foi acusada de feitiçaria e queimada viva. Nicolau Copérnico deu um tapa na vaidade/ arrogância humana ao afirmar que era a Terra que girava em torno do Sol, contrariando a teoria do geocentrismo e foi ridicularizado pelos cientistas da época. E assim muitos outros.

Será sempre necessário matar o Cristo antes? É bem verdade que a ineficácia dos mecanismos de controle social e a corrupção intrínseca ao Estado provocam desânimo e nos fazem desacreditar na justiça, principalmente porque, em algumas vezes, a própria justiça assume o papel de linchadora. E pululam nas redes sociais campanhas difamatórias sem a menor preocupação com a investigação da verdade. Há algo mais sério por trás das explosões coletivas. Alguma coisa que – manipulados ou não – insistimos em ignorar. Queremos sempre atacar o efeito, sem nos aprofundar nas causas. Intimamente podemos até saber que paramos na casca, mas nos negamos a querer investigar os motivos.  Sem vínculos com nossa humanidade, a justiça que queremos para o outro não é a mesma que queremos para nós e, por isso, muitos defendem a redução da maioridade penal, apoiam a pena de morte, acham que devem ser os justiceiros do mundo. Até que sejam atingidos de alguma forma em sua própria pele.

 

A vida exige do ser humano mais que ser vítima das circunstâncias e, neste sentido, o mundo está limitado pela habilidade em guerrear – que embute a ideia de vencer ou ser derrotado – fazendo com que a sobrevivência tome o lugar da ética. Em proporções menores, todos que se propõem a levar uma vida justa e perfeita na senda do autoconhecimento sabem bem o que é a noite negra da alma. Em tempos de tempestade, em dias hostis,  o ser humano pode testar a firmeza de seus princípios e valores. A carga de humanidade que cada um carrega é desafio para os tempos modernos. Educar para liberdade significa tecer os fios do sonho da solidariedade. Um indivíduo educado para ser livre aprende a formular os questionamentos e cria a possibilidade coletiva para escapar da escravidão. A liberdade, bem como a dignidade, é interna, e só por isso, os inúmeros heróis reconhecidos tardiamente conseguiram superar as vicissitudes da vida. Nem calúnia, nem acusação, nem linchamentos físicos ou morais, desviará o justo da senda escolhida.

 


Página 1 de 55

Glória do Ocidente Virtual

--

Powered by JoomlaGadgets

Contador ativo desde 04/02/2014
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje196
mod_vvisit_counterOntem865
mod_vvisit_counterEsta semana4286
mod_vvisit_counterSemana passada5549
mod_vvisit_counterEste mês20217
mod_vvisit_counterMês passado22615
mod_vvisit_counterTudo1705561

We have: 21 guests, 1 bots online
IP: 18.212.239.56
 , 
Dia: 25, Abr, 2019

Paramentos

Acesso Restrito